12/07/2010

A melhoria das condições de saúde e a crescente expectativa de vida no mundo, bem como no Brasil, acarretou o crescimento da população da Terceiria idade e com isso, a elevação da incidência de doenças relacionads a esse período de vida.
Com o envelhecimento, ocorre a diminuição progressiva do equilíbro, que consiste na capacidade de manutenção da postura estável, com ou na falta de movimento. Tal diminuição está diretamente relacionada à elevada incd~encia de quedas observada na população idosa, o que é, atualmente, uma das preocupações dos órgãos de saúde, tanto pela frequencia, quanto pelas consequências em relação à qualidade de vida.
A queda em um idoso provoca fraturas, medo de voltar a cair e consequente abandono das atividades de vida diária, imobilização e modificação dos hábitos de vida.
É possível diminuir a ocorrência de quedas com cuidados simples, como a revisão dos medicamentos pelo médico e modificações nos domicílios – retirada de tapetes, degraus e colocação de barras de seguramça nos banheiros. Outra forma de minimizar as perdas decorrentes do envelhecimento, como as quedas, é a prática de atividades físicas.
Estudos demonstram que idosos sedentários apresentam uma maior prevalência de quedas. A literatura é unânime quanto aos benefícios de uma atividade física bem orientada e balanceada para a terceira idade.
O Pilates é uma boa indicação como prevenção de quedas em idosos, já que o método enfatiza a melhoria da força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Os movimentos suaves do pilates fazem com que a prática seja cada vez mais recomendada para a terceira idade.
Vale ressaltar que a prescrição de atividades físicas deve ser feita após a realização de uma avaliação médica criteriosa, evitando assim, o aparecimento de lesões secundárias comuns na população de idosos.
Fonte: Pilates Informa
Autor: Nadia Carvalho Machado, fisioterapeuta.
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04/07/2010

Uso de sapatos altos em excesso pode ser prejudicial
Símbolo de elegância e sensualidade, o salto alto é visto pela maior parte das mulheres como um item imprescindível no guarda-roupa. Seu uso frequente, no entanto, é extremamente prejudicial à postura e ao modo de caminhar daquelas que não dispensam o acessório, cada dia mais adotado por adolescentes – e até crianças.
Um estudo recente desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) comprova que o salto alto causa danos ao alinhamento postural e ao equilíbrio músculo-articular de meninas ainda em fase de crescimento que não abrem mão de andar nas alturas.
Autora da pesquisa, a fisioterapeuta Patrícia de Oliveira Pezzan analisou a influência do salto alto no corpo e no caminhar de jovens entre 13 e 20 anos. Os resultados mostram que o uso constante, entendido pela pesquisadora como o uso do acessório por pelo menos três vezes por semana por mais de quatro horas consecutivas, durante um ano, compromete a fase de crescimento ósseo e muscular e desencadeia alterações que, se não forem tratadas, podem resultar em lombalgias crônicas, dores no quadril que irradiam para outras partes do corpo e até limitações de movimentos.
De acordo com a fisioterapeuta, o uso abusivo do salto alto causa prejuízos em qualquer idade, mas, na adolescência, o hábito provoca danos precoces em uma fase importante: a da formação do corpo.
– Analisamos 50 meninas que não eram usuárias de salto alto e 50 garotas que têm o costume de usá-lo. Jovens que não dispensam esse tipo de calçado apresentaram aumento da lordose lombar (curva acentuada na base da coluna), aproximação dos joelhos e afastamento dos pés, o que deixa as pernas em formato de X – explica a fisioterapeuta.
A especialista observa que o salto alto eleva o calcanhar e projeta o corpo para a frente, mexendo com o equilíbrio e o centro de gravidade da adolescente. Para não cair, a usuária tem de compensar. Esses fatores compensatórios alteram a postura, desencadeando a hiperlordose lombar e a rotação anterior da bacia, também conhecida como bumbum empinado.
– Com o desalinhamento corporal, as articulações e os músculos sofrem grande estresse. Ao longo do tempo, movimentos desarmônicos e problemas crônicos se impõem, caso não seja feito um tratamento de reabilitação. As meninas podem não sentir dor no auge da juventude, mas ela chega – assegura.
Donna Saúde | 07/06/2010
16/05/2010
Ter uma boa postura exige mais do que alinhar as costas.
Especialista dá dicas de como evitar desconfortos:
Quando fala-se em postura, a maioria logo pensa em posicionar os ombros corretamente, manter a coluna ereta, olhar para frente e encolher a barriga. Só que pouquíssimas pessoas conseguem ficar 24 horas nessa posição. Como cada pessoa tem um trabalho e uma estrutura corporal diferente, a postura ideal acaba sendo aquela que é confortável e não provoca dor, diz o médico Carlos Roberto Campos, presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).
Para que músculos e articulações fiquem saudáveis, confira algumas orientações de Campos e do professor universitário Eduardo Ramos da Silva, coordenador do Laboratório do Movimento Humano da Universidade de Caxias do Sul (UCS):
:: Boa postura é aquela em que o indivíduo apresenta equilíbrio músculo-esquelético, o que protege as estruturas de suporte do corpo contra lesão ou deformidade. Não é fatigante, não provoca dor, é funcional e esteticamente aceitável.
:: Para que músculos e articulações fiquem ou não saudáveis, o tempo de manutenção da postura e a sua repetitividade são fatores determinantes. Pessoas que exercem atividades repetitivas, como digitação, devem fazer uma pausa de 10 minutos a cada hora para relaxar os músculos fatigados.
:: Posturas inadequadas, como passar muito tempo na posição sentada ou de pé, fazer grandes esforços físicos em atividades pesadas ou repetitivas ou esparramar-se na cadeira diante do computador, levam à fraqueza muscular, provocando sobrecargas principalmente à coluna, ombros e cervical, o que pode desencadear dor e doenças.
Dicas para evitar as dores
:: Não permaneça em uma mesma posição por muito tempo. A inatividade causa tensão muscular e fadiga.
:: Proteja sua coluna. Dobre os joelhos ao pegar ou colocar algo no chão. Carregue objetos pesados usando as duas mãos e mantendo a carga perto da cintura.
:: Ao caminhar, mantenha a cabeça ereta com o queixo paralelo ao chão, permita que os braços balancem naturalmente, e mantenha os pés apontados na direção que caminha.
:: Use sapatos confortáveis. Evite o uso contínuo de sapatos de salto alto, o que distorce a forma normal do pé e tira as curvas naturais da coluna do alinhamento.
:: Mantenha o peso ideal. Quilos extras exercem uma tração para frente nos músculos das costas e esticam e enfraquecem os músculos abdominais.
:: Mesmo que haja ginástica laboral na empresa, exercite-se regularmente, pelo menos 30 minutos ao dia. Atividades como caminhada, corrida, natação, andar de bicicleta ou jogar futebol, melhoram a condição cardiorrespiratória e tornam os músculos mais resistentes para suportar as pressões no trabalho. Especialistas dizem que quem faz uma atividade física regular acaba compensando um movimento errado que realiza durante o dia.
Fonte: Carlos Roberto Campos, presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), professor universitário Eduardo Ramos da Silva, coordenador do Laboratório do Movimento Humano da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e site www.boapostura.com.br